Documentação do NLinux
Tudo o que você precisa para instalar a distribuição e usar o desktop no dia a dia: gravar a ISO, instalar, configurar a interface e resolver problemas. As mudanças de cada versão estão no changelog.
Visão geral
O NLinux é uma distribuição Arch Linux rolling com desktop Umbriel (Wayland), tela de login greetd com noctalia-greeter e shell Noctalia V5. A ISO ao vivo boota direto para o desktop — a instalação é feita somente pelo instalador web que roda no navegador dentro do próprio live.
O sistema instalado já vem com a Loja NLinux Software em /opt/nlinux-software, `yay` para AUR e a janela de boas-vindas no primeiro login.
Guia rápido: grave a ISO → boote no live → abra o Instalar NLinux na tela inicial → siga os 10 passos → reinicie e escolha NLinux na lista de boot.
Requisitos
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Arquitetura | x86_64 |
| Firmware | UEFI obrigatório — o instalador aborta em máquina sem /sys/firmware/efi |
| Memória | O instalador não impõe mínimo; o swap é feito por zram (metade da RAM, até 4 GB) |
| Pendrive | 8 GB ou mais (a ISO tem ~3,0 GB) |
| Espaço em disco | O instalador só exige mais de 5 GiB livres no modo dual boot; como referência, o sistema copiado ocupa quase o tamanho da ISO — 20 GB ou mais deixa espaço para apps e atualizações |
| Internet | Opcional no modo rápido (offline); obrigatória no modo completo (online) |
Legacy BIOS não instala. A ISO tem menu de boot para BIOS (syslinux) e você consegue experimentally usar o live, mas o instalador exige UEFI. Desative o CSM/Legacy Boot na sua firmware.
Gravar a ISO no pendrive
Baixe a ISO, verifique o pendrive e grave. O dd apaga o dispositivo inteiro — confira a letra do disco duas vezes.
# lista os discos epartições (use o nome em /dev/...)
lsblk -d -o NAME,SIZE,MODEL,TRAN
# grava a ISO (substitua /dev/sdX pelo pendrive)
sudo dd if=nlinux-ISO-x86_64.iso of=/dev/sdX bs=4M status=progress conv=fsync
# alternativa: balenaEtcher / Ventoy
Opções do menu de boot
| Modo | Entradas |
|---|---|
| UEFI (systemd-boot) | NLinux ao vivo (x86_64, UEFI) (padrão) · NLinux ao vivo — leitor de tela · Memtest86+ |
| UEFI (GRUB) | Menu alternativo do perfil releng, com a entrada principal renomeada para NLinux ao vivo |
| BIOS (syslinux) | Menu Bem-vindo ao NLinux com a arte do NLinux: Iniciar NLinux (x86_64, BIOS) (padrão) · Iniciar NLinux (x86_64, BIOS) with speech · Boot existing OS · Run Memtest86+ (RAM test) · Hardware Information (HDT) · Reboot · Power Off |
Primeiro boot no live
Todas as opções de boot levam direto ao desktop ao vivo: autologin no tty1 inicia o greetd (vt7) com noctalia-greeter e o Umbriel/Noctalia. Não há prompt de instalação no console.
Login do live
Usuário nlinux · senha nlinux. O mesmo usuário tem sudo sem senha, usado pelo instalador web.
Terminais
Mod+T abre o kitty. Para um shell root: Ctrl+Alt+F2.
Rede e áudio
NetworkManager já sobe no live (o systemd-networkd é desativado para não conflitar) e o PipeWire + WirePlumber ficam ativos.
Apps do live
Os mesmos apps da instalação: Firefox, kitty, fish, Nautilus, Discord, Telegram e a Loja NLinux Software.
O instalador é aberto pelo atalho Instalar NLinux (desktop ou menu), que sobe o servidor local e abre o Firefox em modo kiosk apontando para http://127.0.0.1:8765. Para trocar a porta: NLINUX_WEB_PORT=9000. O log do servidor fica em /tmp/nlinux-web.log.
Não existe instalador TUI: a instalação é exclusivamente pelo navegador. O atalho só funciona com desktop gráfico e Firefox presentes no live.
Instalador web em 10 passos
O assistente é um wizard no navegador com 10 etapas. Depois de confirmar, a mesma tela vira o painel de instalação: lista de etapas (✓ concluída, ▸ atual, ○ pendente), barra de progresso e as últimas linhas de log com o progresso real do rsync/pacstrap.
23 telas do live e de cada etapa do instalador — abra, passe e feche sem sair da página.
Idioma do sistema
Uma única escolha define locale, teclado e fuso horário juntos: Brasil, Estados Unidos, Portugal, Reino Unido, Espanha, França, Alemanha, Itália e Japão. Define também o idioma do instalador.
Brasil → pt_BR.UTF-8 · br-abnt2 · America/Sao_PauloDisco de destino
Lista os discos via lsblk, ignorando dispositivos loop e zram. Mostra a ESP existente quando houver.
Modo: apagar o disco ou dual boot
Apagar disco inteiro remove toda a tabela de partições. Instalar ao lado mantém o sistema existente (ex.: Windows) e cria a raiz NLinux no espaço livre; nesse modo aparece o controle para redimensionar a partição NTFS.
veja as regras do dual boot em #modosSistema de arquivos
ext4 (estável e simples) ou btrfs (snapshots e compressão, com subvolumes @, @home, @log e @pkg).
Espelho de repositórios
Automático (recomendado), UFSCar (BR), Leaseweb (US), Dogado (DE) ou Kyoto (JP). O espelho escolhido vai para o topo do mirrorlist e o instalador liga o DisableDownloadTimeout no pacman.conf.
Tipo de instalação
Rápida (offline) — padrão, copia o sistema do pendrive para o disco, sem internet. Completa (online) — baixa e instala os pacotes do zero com pacstrap + AUR.
Criptografia LUKS2
Com LUKS2 a raiz vira cryptroot e o initramfs recebe o hook sd-encrypt. Sem senha de criptografia é preciso desbloqueá-la a cada boot.
GPU
Automático (drivers genéricos, sem módulo específico), AMD, Intel ou NVIDIA. O microcódigo (intel-ucode/amd-ucode) é detectado automaticamente.
Usuário, hostname e senha
Nome de usuário (minúsculas, números, _ e -), hostname (padrão nlinux), senha com confirmação e a opção de usar a mesma senha do root. O shell do usuário é fish.
Resumo e confirmação
Todas as escolhas em uma tabela, com o aviso de que o disco será apagado (ou de que o outro sistema será preservado). Depois é só Confirmar e iniciar e acompanhar o progresso.
O disco de destino é apagado por completo no modo wipe. Faça backup antes. O instalador desmonta tudo sozinho ao final e pede para remover o pendrive e reiniciar.
Se a página ou o servidor caírem
A instalação não depende do navegador nem do servidor. A saída do install.sh vai para um arquivo de log (/tmp/nlinux-install.log) que o servidor apenas acompanha — não um pipe. O estado (etapa, %, últimas linhas, código de saída) fica no servidor, com checkpoint em /tmp/nlinux-install-state.json a cada 5 s. Na prática, nenhuma queda de janela trava nem reinicia a instalação.
| Situação | O que acontece |
|---|---|
| Cai a conexão, recarrega o kiosk ou o Firefox é suspenso | O EventSource reconecta sozinho e a tela mostra “Reconectando ao instalador… (a instalação continua)”. Nunca vira falha de instalação. |
| O servidor cai (falta de memória, Ctrl+C, reabrir o atalho) | O install.sh continua até o fim escrevendo no arquivo. Ao voltar, o supervisor do launcher o reinicia em 2 s e o servidor reanexa a execução em andamento pelo log + checkpoint. |
| A página é recarregada com a instalação rodando | O boot da página consulta /api/status e volta direto ao painel de progresso — adotando também o idioma da execução — em vez do assistente. |
| O formulário é enviado duas vezes | POST /api/install devolve 409 com o estado atual e a página volta ao painel: ninguém apaga o disco por cima da instalação que está rodando. |
O install.sh morre sem escrever o resultado (morto por sinal ou OOM) | O watchdog da execução reanexada encerra o painel como falha explícita, em vez de girar para sempre. |
| Erro de verdade na instalação | O install.sh aborta e grava /var/log/install-error.log no disco instalado, com as últimas 150 linhas do log, antes de desmontar. |
| Instalação termina mas algo no boot ficou errado | O log inteiro é copiado para /var/log/nlinux-install.log no disco instalado, mesmo quando a instalação deu certo. O do live vive em /tmp, que se perde no reboot. |
| Falha de espelho no modo online | O pacstrap tenta até 3 vezes — o pacman reaproveita o cache entre elas — antes de abortar com dica de rede/mirror. |
Para acompanhar na mão, a partir de um shell root no live (Ctrl+Alt+F2):
# estado real da execução (pct, etapa, código de saída)
curl -s http://127.0.0.1:8765/api/status
# log vivo da instalação
tail -f /tmp/nlinux-install.log
# reinícios e erros do servidor
tail -f /tmp/nlinux-web.log
Modos de instalação e dual boot
| Rápida offline (padrão) | Completa online | |
|---|---|---|
| Etapa de pacotes | rsync do pendrive para o disco (alguns minutos) | pacstrap baixa e instala base.packages + desktop.packages + drivers |
| Internet | Não precisa | Precisa |
| AUR | Já vem no sistema copiado (pula o yay) | Compila no chroot com yay |
| Variável | OFFLINE=1 | OFFLINE=0 |
A cópia offline foi feita para não travar no live: o rsync exclui os diretórios que mudam durante a cópia (/proc, /sys, /run, /home, caches…), roda com --no-inc-recursive e um watchdog de 40 minutos, e retoma sozinho (até 4 tentativas, com --partial) se travar ou for interrompido. Avisos não fatais não abortam a instalação; só erros fatais param tudo. O log fica em /tmp/offline-rsync.log e é copiado para /var/log/offline-rsync.log no sistema instalado.
Dual boot ao lado do Windows
- O instalador preserva a ESP existente e cria a partição NLinux (tipo
8304, nomeadaNLinux) no espaço livre. - Requisitos: uma ESP FAT32 no disco escolhido e mais de 5 GiB livres.
- Se não houver espaço, a interface oferece um controle deslizante para reduzir a partição NTFS — o ajuste só é aplicado após uma confirmação explícita.
- A redução só funciona em NTFS; outros sistemas de arquivos não são redimensionados.
- O particionamento normal (wipe) cria GPT com 1 GB de ESP FAT32 montada em
/boote o restante na raiz. A partição raiz é nomeadaNLinuxno GPT (8309com LUKS,8304sem) e o label do filesystem também éNLinux.
Antes de redimensionar NTFS: faça backup, desative o BitLocker e a Inicialização Rápida/hibernação do Windows. O Windows pode rodar uma verificação de disco no primeiro início após o ajuste.
Depois de instalar
Remova o pendrive e reinicie. Nos dois modos o chroot roda as mesmas etapas finais: systemd-boot, initramfs, criação do usuário, dotfiles e serviços.
- systemd-boot na ESP. O instalador grava o fallback
/EFI/BOOT/BOOTX64.EFI, e na lista de boot da firmware o disco aparece como NLinux. Windows Boot Manager nunca é removido, e são apagadas só as entradas do systemd-boot que apontam para a ESP do NLinux. Em firmwares sem NVRAM o disco aparece comoUEFI: <disco>. Dentro do menu do systemd-boot, a entrada é NLinux (/boot/loader/entries/arch.conf). Se a etiqueta não puder ser reescrita, o instalador avisa no log e a entrada fica como Linux Boot Manager. - Bootloader instalado em
/boot(systemd-boot), com initramfs que incluisd-encryptquando há LUKS. - Swap em zram (
zram-generator, zstd) commin(ram / 2, 4096)MB. - Serviços habilitados: NetworkManager, bluetooth, greetd, accounts-daemon, packagekit e
rtkit-daemon, além do NTP (systemd-timesyncd). O NetworkManager é o único gerente de rede: o instalador desabilita osystemd-networkde osystemd-networkd-wait-online, porque o preset do Arch (90-systemd.preset) os habilita e, com os dois no boot, eles disputam o mesmo link. Ortkité o que dá prioridade realtime ao PipeWire e ao WirePlumber (sem ele a sessão abre, mas o áudio perde prioridade e o portal do desktop avisa). O Flatpak recebe o Flathub como remoto do usuário e a instalação rodaappstreamcli refresh --forcepara baixar os metadados AppStream — é assim que o App Center e a loja conseguem listar os programas (o primeiro acesso ainda baixa um pouco de dados, e precisa de rede). - Login pelo greetd com noctalia-greeter; o Wayland e o cursor
Bibata-Modern-Icevêm de/etc/environment. - Som de interface (o bip do volume e o som de notificação) já vem configurado: o som de notificação é o do NLinux e o bip de volume é o padrão do freedesktop. O print toca um som só — o clique da câmera — e o aviso de “captura salva” aparece em silêncio. A música continua indo pelo PipeWire, num caminho separado.
- Loja NLinux Software copiada para
/opt/nlinux-software, com o atalho NLinux Software no menu, um atalho na Área de Trabalho e o ícone já fixado na dock. - Boas-vindas na primeira sessão (janela única em GTK3, disparada pelo autostart do Umbriel). Para ver de novo:
nlinux-welcome --menu. - Identidade da distro:
/etc/nlinux-installedmarca o primeiro boot e/etc/nlinux-releasegrava nome, versão (data) e data de instalação. - O instalador é removido do sistema instalado:
/opt/noctalia-installer, binários e atalhos do instalador saem do disco.
Se a instalação falhar, o instalador grava o motivo no disco de destino em /var/log/install-error.log (com as últimas 150 linhas do log), antes de desmontar. Ainda no live, o log da instalação fica em /tmp/nlinux-install.log.
Ajustes sugeridos depois de instalar
- Ajuste o compositor em
~/.config/umbriel/config.toml: teclas, layouts e regras de janela. - Hardware especial, atualizações e pacotes da AUR passam pelo
yay, que já vem instalado. - Repositórios:
core,extraemultilib. Omultilibvem habilitado, então dá para instalar programas 32-bit e é de lá que sai o Steam. Ele também entra na loja e no App Center, que leem os três bancos de pacotes. Para conferir:pacman-conf --repo-list. - O banco de dados do
pacmané sincronizado sozinho a cada inicialização pelo serviçonlinux-pacman-refresh.service. Ele roda como root, sem pedir senha, e em segundo plano — o boot não espera por ele. Para ver o resultado:journalctl -b -u nlinux-pacman-refresh.service. Na instalação rápida offline (a padrão) ele também fica no sistema instalado, porque a cópia do pendrive leva a unit junto; na instalação completa online, que monta o sistema a partir da lista de pacotes e não do pendrive, ele não é instalado. Atenção: ele rodapacman -Sysem o-u, ou seja, só atualiza o banco e não os pacotes. Para atualizar o sistema inteiro usesudo pacman -Syu(ouyay -Syu); um-Sysozinho, seguido da instalação de um pacote novo, pode trazer um pacote compilado contra bibliotecas que você ainda não tem. - As dependências de build (compiladores,
meson,wlroots0.20, Rust) ficam no sistema porque o build da loja precisa delas — dá para removê-las depois se quiser enxugar.
Configurar a interface
O shell é o Noctalia e o compositor é o Umbriel. Os dois são configurados por arquivo TOML em ~/.config/. A distro entrega o arquivo já com a barra, a dock e os sons definidos, então quase tudo já está no lugar.
Qual arquivo vale
O Noctalia lê todo *.toml de ~/.config/noctalia/, em ordem alfabética, e cada arquivo sobrepõe o anterior. Depois disso ele sobrepõe o settings.toml, que fica em ~/.local/state/noctalia/ — é ali que os menus da interface guardam o que você muda clicando.
Da maior para a menor precedência:
| Ordem | Arquivo | Quem escreve |
|---|---|---|
| 1 (vence) | settings.toml | os menus da interface |
| 2 | ~/.config/noctalia/*.toml | você, à mão |
| 3 | config.toml | a distro (padrão de fábrica) |
Se você edita o config.toml e nada muda, quase sempre é porque aquele valor já está no settings.toml, que vem depois. Apague a chave de lá para a do config.toml voltar a valer. Isso também vale para o compositor: o Umbriel tem o mesmo esquema.
Os dois arquivos são vigiados pelo Noctalia, então a alteração entra sozinha — não precisa encerrar a sessão. Para conferir sem adivinhar, a linha de comando mostra o que está valendo de verdade:
# valida um arquivo de config e aponta o que estiver errado
noctalia config validate ~/.config/noctalia/config.toml
# despeja a configuracao ja mesclada, na ordem de precedencia
noctalia config export
Barra superior
Fica em [bar.default]. As listas start e center dizem o que vai em cada ponta, e os itens de grupo (group:g1) apontam para blocos definidos abaixo. Com capsule = true cada bloco ganha o fundo arredondado.
A distro vem com dois grupos: g1 com memória, temperatura e CPU na ponta esquerda, e g2 com clima e relógio no centro. Para mexer nos blocos:
[bar.default]
start = [ "launcher", "workspaces", "group:g1" ]
center = [ "group:g2" ]
capsule = true
[[bar.default.capsule_group]]
id = "g1" # o nome que start/center referenciam
members = [ "ram", "temp", "cpu" ]
fill = "surface_variant" # cor de fundo da capsula
padding = 6.0
opacity = 1.0
Indicadores
Cada indicador tem sua própria seção [widget.<nome>]. As que a distro configura:
| Seção | O que controla |
|---|---|
[widget.clock] | format — o relógio vem em "{:%H:%M:%S}", com segundos |
[widget.cpu], [widget.ram], [widget.temp] | visualization = "none" — só o número, sem gráfico |
[widget.media] | hide_when_no_media, rotate_album_art, show_progress |
[widget.weather] | show_condition — mostra só a temperatura, sem o texto do tempo |
[widget.network] | show_label = false — só o ícone, sem o nome da rede |
Dock
Na seção [dock]. As chaves que mais mudam na prática:
| Chave | Efeito |
|---|---|
pinned | lista de aplicativos fixados, pelo nome do .desktop |
launcher_position | "start" deixa o menu de aplicativos na esquerda |
magnification_scale | o quanto o ícone cresce ao passar o mouse (2.0 na distro) |
smart_auto_hide | esconde a dock sozinha e revela ao chegar na borda |
reserve_space | reserva espaço para a dock; com auto-hide ligado, normalmente false |
show_dots | ponto de indicador nos aplicativos abertos |
Um arquivo pode puxar outro com [include], o que serve para deixar um preset de barra em arquivo próprio e combiná-lo com o resto.
Sons
Na seção [audio]. A distro vem com sound_theme = "nlinux", que troca apenas o som de notificação pelo do NLinux; o bip de volume é o padrão do freedesktop, que esse tema herda. Música continua indo pelo PipeWire, num caminho separado — trocar o tema não mexe nela.
Templates de tema
Com [theme.templates] e builtin_ids = [ "gtk3", "gtk4", "kitty", "starship" ], trocar o tema no Noctalia também regera o visual dos aplicativos GTK, do terminal e do prompt — em vez de cada programa ficar com a cor antiga.
Compositor
O Umbriel tem config próprio, em ~/.config/umbriel/config.toml: teclas, layouts de teclado e regras de janela. É um arquivo separado do do Noctalia e não obedece à precedência da tabela acima.
Atalhos de teclado
Mod é a tecla Super. Os atalhos vêm de config/.config/umbriel/src/keybinds.toml e podem ser ajustados nesse arquivo (veja personalizar).
| Ação | Atalho |
|---|---|
| Abrir terminal (kitty) | Mod + T |
| Abrir launcher | Mod |
| Launcher de emojis | Mod + Z |
| Painel de área de transferência | Mod + V |
| Painel de papel de parede | Mod + W |
| Notas | Mod + N |
| Barra de status | Mod + X |
| Painel de sessão | Mod + Esc |
| Visão geral (overview) | Mod + I · Mod + Tab · Mod + botão do meio |
| Alternador de janelas | Alt + Tab |
| Focar janela à esquerda / direita | Mod + Rolagem ↑ / ↓ |
| Mover coluna | Mod + Shift + Rolagem ↑ / ↓ |
| Proporção ⅓ / ½ / ⅔ / tela cheia | Mod + A / S / D / F |
| Ciclar proporção | Mod + R (e Shift para o inverso) |
| Proporção secundária | Mod + Alt + R |
| Scratchpad: abrir | Mod + Espaço |
| Scratchpad: mandar para | Mod + Shift + Espaço |
| Scratchpad: restaurar | Mod + Ctrl + Espaço |
| Fechar janela | Mod + Q |
| Captura de região / tela | Print / Mod + Print (ou Mod+P / Mod+Shift+P) |
| Volume ±2% | Teclas de volume ↑ / ↓ |
| Mudo | Mod + Mudo |
| Reproduzir / pular / anterior | Play / Next / Prev (via playerctl) |
| Brilho ±5% | Teclas de brilho ↑ / ↓ |
Dock e autostart
O Noctalia abre com o dock habilitado, smart auto-hide e estes aplicativos fixados: Telegram, WhatsApp, Firefox, Discord, kitty, Nautilus, Spotify e a Loja NLinux Software. O Umbriel sobe noctalia, nlinux-welcome, WhatsApp e Telegram no autostart, e os temas são aplicados em GTK3, GTK4, kitty e starship a partir de um único conjunto de templates.
Loja de softwarecatálogo …
A NLinux Software já vem instalada na ISO e no sistema instalado (/opt/nlinux-software, comando nlinux-software, atalho NLinux Software no menu, atalho na Área de Trabalho e ícone já fixado na dock). O app fica somente-leitura em /opt e trabalha com uma cópia própria em ~/.local/share/nlinux/store/apps, já semeada na instalação — é lá que o catálogo e as mídias são atualizados. O catálogo reúne … aplicativos em … categorias, com busca, ficha do app, capturas de tela e instalação via polkit. A interface é traduzida para 7 idiomas (pt, en, es, fr, de, it e ja) a partir do locale escolhido no instalador; locales fora dessa lista caem para inglês.
O catálogo é atualizado sozinho: a cada 15 s a loja relê o catalog-head.json publicado no GitHub e só baixa o catálogo inteiro quando a impressão digital muda. Sem internet, continua funcionando com o catálogo local.
A revisão e as contagens desta página (…, … apps, … categorias) também saem desse repositório: esta doc lê o catalog-head.json no carregamento e conta as categorias no catálogo completo, guardando o resultado em cache. Publicar um catálogo novo atualiza a página sem ninguém editar o site.
Problemas comuns
A instalação falhou. Onde eu leio o erro?
/var/log/install-error.log, com as últimas 150 linhas do log da instalação. Monte a partição do sistema e leia esse arquivo. No live, o log da instalação fica em /tmp/nlinux-install.log (é o que o painel acompanha) e o do servidor web em /tmp/nlinux-web.log. Para acompanhar ao vivo: tail -f /tmp/nlinux-install.log.O instalador diz que só suporta UEFI
/sys/firmware/efi e aborta em modo legado. Ative o modo UEFI na firmware e desligue CSM/Legacy Boot. Para conferir depois de instalado: [ -d /sys/firmware/efi ] && echo UEFI.O dual boot não aparece disponível
Posso reduzir a partição do Windows?
A cópia offline foi interrompida
rsync retoma sozinho com --partial quando é interrompido, e avisos não fatais (arquivos que somem no live, atributos da ESP FAT) não abortam mais a instalação. Se parar de vez, confira espaço e o log em /var/log/offline-rsync.log.Sem internet: consigo instalar?
O NLinux não aparece na lista de boot da firmware
1. Aparece como Linux Boot Manager. A reescrita do rótulo não deu certo e o instalador manteve a entrada como o
bootctl deixou — por segurança, ele nunca apaga a única entrada que existe e nunca deixa a máquina sem entrada além do fallback /EFI/BOOT/BOOTX64.EFI.2. Só aparece
UEFI: <disco> / UEFI OS, sem o NLinux. A entrada existiu, mas a firmware a apagou da NVRAM no boot seguinte porque não conseguiu abrir o arquivo do loader. A firmware descarta da NVRAM toda entrada que ela não resolve — não há como mantê-la à força. A causa quase sempre é o /boot/EFI/systemd/systemd-bootx64.efi não estar na ESP. Isso também acontece naturalmente quando a ESP é recriada (nova instalação no mesmo disco): as entradas antigas apontam para o GUID da partição que não existe mais e somem do menu, o que é o comportamento correto.3. O rótulo estava certo na instalação e sumiu depois. Foi o caso de a entrada escolhida ser a do fallback (
systemd-boot-fallbackx64.efi) em vez da principal: ela some junto com a firmware. O instalador hoje escolhe pelo arquivo em disco justamente para não errar isso.O motivo exato está no log:
sudo cat /var/log/nlinux-install.log, procurando por renomeada (a linha de sucesso traz o rótulo antigo, o novo e quantos bytes o rótulo ocupava), por loader presente / SEM O ARQUIVO (o que a firmware vai descartar) e por NVRAM (o estado da lista de boot antes e depois). Um detalhe que costuma enganar:
efibootmgr -b 0001 -L "NLinux" não renomeia nada nesta versão — o --label só é lido por --create e por --delete. É o que a maioria das wiki manda fazer, e é um no-op. Também aparece como UEFI: <disco> quando não há efibootmgr no live, porque aí só o fallback /EFI/BOOT/BOOTX64.EFI é gravado. Enquanto isso, você sempre pode entrar no menu de boot da firmware (normalmente F8/F11/F12) e escolher a entrada manualmente.Linhas vermelhas com "Volume full" na tela de boot
Volume full é o status UEFI EFI_VOLUME_FULL, devolvido pelo PCR_Extend do EFI_TCG2_PROTOCOL — ou seja, pela firmware. As linhas vêm do systemd-boot/systemd-stub (measure-smbios.c, measure.c, boot.c) e aparecem em qualquer sistema: na ISO live, no NLinux instalado e no Arch, porque quem mede é o loader, não a distro.Elas não impedem o boot. As medições que falham são puladas (
ignoring); o que deixa de funcionar é apenas measured boot e atestação de integridade. Para conferir se a firmware está entregando log de medição: cat /sys/kernel/security/tpm0/binary_bios_measurements | wc -c — mas um 0 aqui não é o diagnóstico: ele pode continuar em 0 com tudo funcionando, e mesmo quando as linhas aparecem. O sinal que importa é o EFI_VOLUME_FULL em si.Atenção: mexer na NVRAM ou no TPM pode travar o Windows. Em máquina com Windows 11 — ou com qualquer distro usando BitLocker/cifra de disco — vale para as duas operações:
• Reset da NVRAM (Load BIOS Defaults) apaga o cofre de chaves do Secure Boot:
PK, KEK, db, dbx. Com o Secure Boot ligado, o Windows deixa de ter chaves válidas e não dá boot no modo seguro até elas serem reinscritas. Em algumas placas esse reset também mexe no estado do TPM.• Limpar o TPM apaga as chaves que ficam guardadas nele: as do Secure Boot, a chave mestra do BitLocker (o Windows passa a pedir a chave de recuperação, os 48 dígitos), o Windows Hello e a Criptografia de Dispositivo.
• Desligar o TPM na BIOS tem o mesmo efeito de limpar.
O que fazer, nessa ordem:
1. Atualizar a BIOS. É o passo mais seguro: resolve o firmware sem tocar em chave nenhuma.
2. Reset da NVRAM (Load BIOS Defaults) — costuma resolver, mas é o passo que exige atenção numa máquina com Windows: confira antes se o Secure Boot estava ligado, porque o cofre de chaves será apagado. Em máquina só com Linux não há o que perder. As entradas de boot da NVRAM normalmente sobrevivem ao reset (só as preferências da BIOS voltam ao padrão).
3. Se você não usa measured boot nem atestação, deixe como está. As linhas são cosméticas e nada mais é afetado.
4. Só desligue o TPM na BIOS se a máquina não tiver Windows 11 nem nada cifrado com TPM. Aí as linhas somem na hora, porque o
systemd-boot só chama o TCG2 se o protocolo existir.5. Se for limpar o TPM mesmo assim, no Windows salve antes a chave de recuperação (
manage-bde recoverypassword C:) e conte com reinscrever as chaves do Secure Boot depois.A tela ficou preta depois do boot
Quero instalar sem o instalador web (SSH/servidor)
./install.sh no ambiente live. Veja a tabela de variáveis. O instalador web é apenas a interface para montá-las; ele chama o mesmo script com GUI_DRIVEN=1.